Resumo Debates

Segue um breve resumo das palestras e mesa redonda do C.N.U.C

A Igreja e seus Gays, e agora? – Andréa Vargas ( fvargas@bol.com.br )

O que é homossexualidade? Melhor começar primeiro pelo que não é.
Para a surpresa de muita gente homossexualidade não é só disfunção hormonal, não é possessão demoníaca, não é genético e, no bom nordestinês, não é “safadeza”. Segundo a palestrante e conselheira cristã Andréa Vargas, a sexualidade é construída e, por isso mesmo, pode ser reconstruída. “A homossexualidade é uma busca mau direcionada e reparativa por amor” e, para Andréa, o papel da igreja é chegar a essas pessoas, apresentar Cristo, e dar suporte para mudança de comportamento. Só um encontro genuíno com o nosso criador, através de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, pode restaurar vidas de uma vez por todas. Como igreja temos que acolher o homossexual e gerar oportunidades para que ele ou ela possa aprender a se relacionar com o mesmo sexo de forma saudável. A igreja de Cristo deve enxergar as pessoas e não rótulos e embalagens, vendo o ser humano extremantente amando por Deus, seja no travesti siliconado ou na prostituta da avenida. Somos todos iguais em Cristo e é Ele mesmo que nos diz para amar o próximo como a nós mesmos.

No final da palestra, os participantes do congresso se uniram num clamor a Deus, pedindo transformação pessoal, libertação de vícios sexuais e, sobretudo, perdão, como igreja, por termos afastado pessoas de Cristo com a nossa postura preconceituosa, caracterizada pela falta de amor que hora não deixa que os homossexuais cheguem até a igreja, e hora rejeita e afasta aqueles que ousam procurar ajuda na mesma.

Caráter Cristão – Diniz / Avalanche ( dinizavalanche@hotmail.com )

Que tipo de marca queremos deixar para esta geração? Segundo Diniz-Avalanche, o Reino de Deus não tem espaço para preguiçosos mas, sim, para suor e trabalho: “Nós precisamos ser crentes, crentes mesmo, que se levantam contra o pecado.” Deixando nossa preguiça e comodismo de lado, temos que nos desprender de tudo que nos afasta do nosso chamado para servir a Deus. Ele nos chama para marchar, ir para uma guerra, para morrer para nós mesmos, vivermos para Cristo e sermos perseverantes na nossa missão.

A Igreja e o Estado (Pr. Roberto Schüller, Reitor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil)

O que dizer do fato de 60% dos aposentados viverem no Brasil com um salário mínimo, enquanto 10% recebem até 40 mil reais por mes? O que dizer do sistema público de saúde, que atende mal a população? Por que nossos professores ganham tão pouco, se pagamos mais de 25% em impostos, o que seria suficiente para termos o melhor ensino do mundo? O que dizer dos escândalos políticos e financeiros que abalam nosso pais? Estas foram algumas das questões levantadas pelo Pr. Roberto Schüller, Reitor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em sua palestra sobre as relações entre Igreja e Estado, na tarde da sexta-feira.

Schüller fez um relato histórico das atitudes contestatórias que caracterizaram a Reforma Protestante, e como esse caráter “protestante” se perdeu, principalmente no que se configurou como igreja “evangélica”, completamente adaptada à sociedade contemporânea movida pelo consumo, onde somos reduzidos àquilo que compramos e àquilo que temos.

Schüller relembrou as atitudes inconformistas que caracterizaram os profetas do Velho Testamento, que manifestavam a insatisfação divina diante de todas as opressões e injustiças, e nomes da história recente que não temeram se opor a sistemas injustos e deixaram sua contribuição na vida da humanidade. Pessoas como o pastor batista Martin Luther King, que lutou contra regime segregacionista que oprimia a população negra norte-americana, e o também pastor Bonnhoeffer, uma das poucas vozes cristãs alemãs a se opor às injustiças de Hitler durante o auge do poderio nazista. Schüller deixou um confronto: admiramos essas coisas na teoria mas as negamos na prática”. “

O Reitor citou ainda o silêncio da quase totalidade da igreja brasileira durante o regime militar no Brasil que, logo de início, no Ato Institucional número 1, suprimiu da população seus direitos fundamentais de liberdade e expressão.

E mesmo lamentando que hoje não somos nem profetas nem protestantes, Schüller concluiu dizendo que nossa teologia pode ser pública e relevante, se sairmos da contemplação pacífica, e carregarmos a cruz das pessoas que estão a nosso lado, sentindo a dor de quem está sofrendo, a doença de quem está enfermo, a tristeza do coração dos angustiados, a solidão dos abandonados, o estresse, o pânico, e o medo no peito e nos olhos de homens, mulheres e crianças ao nosso redor.

2 Comentários

  1. zionrecife disse,

  2. zionrecife disse,

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